segunda-feira, 3 de outubro de 2011

OU MUDA, OU CONTINUA, OU VOLTA, OU EU VOU DE VAN

No alto da minha Van inexistência continuo a admirar o ser farturense, continuo em minha sobriedade alcoólica buscando respostas de muitas questões ainda que muitas delas tem como padrão o meu ser ou o seu ser.
As vezes me proponho a ser um mero ouvinte, hoje eu escuto as pessoas falarem sobre o futuro político de minha Pérola do Vale. Não gosto de pensar em Van, mas isso não me sai da cabeça, pois ainda nem entramos em 2012 e já vejo as forças políticas se movendo como Icebergs, que tem apenas sua ponta exposta enquanto o perigo continua escondido.
Bom não sou aquele homem de terno com a caneta na mão, mas se fosse pensaria rapidamente e como descendente nipônico agiria como Samurai e com um golpe seco cometeria um haraquiri, pois as tantas que anda não terá concerto mais pra frente. Pois como diria o poeta "Não vos preocupais com as coisas Vans."
Hoje vejo como funciona algumas coisas, me lembro ainda do imponente tucano em seus tempos áureos com sua imponência, porem agora o que sobrou um pássaro desaninhado, sem penas e sem sucessor. Porém com uma fagulha capaz de por fogo em um palheiro. Mas como diz o ditado popular "A felicidade não está nas coisas Vans da vida".
Por outro lado me preocupo de maneira intensiva, pois ele insiste em voltar, chamados por alguns de amigo, por outros de gente boa ou até mesmo professor de política se assemelhando até mesmo ao senhor deputado Maluf, trazendo consigo a horda de secretários tudo isso com tapinhas nas costas. Mas como diz o livro "Não será tentado por promessas Vans".
Mas minhas esperanças crescem, quando me lembro do pequeno Napoleão Republicano que antes esbraveja no microfone em uma tentativa ferrenha em abrir os olhos da população, antes dito como pequeno/grande gladiador agora amante da paz dizer que a solução é a mudança, não somente dos mandatários da vida pública, mas também de seus escudeiros. Me lembrei de outro dito "Existem mais coisas entre o céu e a terra do que mostra a nossa Van filosofia".
Pois é termino por aqui, não tenho como dizer muito, mas continuo abraçado com meu fiel amigo o banco de praça, que apesar dos pesares é o único que me acalenta em todos os momentos. As vezes me falta histórias para contar mas sobra senso crítico para pedir a mudança. A só para lembrar eu sei que Vã se escreve assim, mas não poderia de deixar de homenagear a Máfia das Vans da Saúde.

SER HUMANO OU SER KADAFF?

Eu continuo a me perguntar o que leva o ser humano há ser humano. São coisas que somente o alto da minha sobriedade alcoólica consegue responder, continuo sentado no mesmo banco de praça com a mesma identidade e continua a passagem dos transeuntes em frente aos bancos.
Quando me lembrei que não sou um Zé da Barranca, nem mesmo um professor que escreve uma coluna para um jornal, me toquei que sou apenas mais um entre muitos tentando fazer a diferença. Mas os anos já cobram do meu corpo, me sinto debilitado, talvez tudo seria diferente se eu fosse rico ou se tivesse posse, ou se até mesmo tivesse herança, nome ou um pistolão para me promover a alguém, porém impossível de ser feito, pois Fartura é como a Líbia. Exagerado o Vagabundo de Praça! Não com certeza não sou, porque se você pensar tudo corre para o mesmo caminho.
Imagine comigo o Kadaff ficou muitos e muitos anos no poder, sei lá quanto tempo, acho que foram 32 anos. Em Fartura a história ameaça se repetir com o pequeno Democrata (Demo) de estatura menor que um alfinete e tão pequenino em respeito, o qual já foi mandatário da vida pública farturense por oito anos e mais quatro de tabela, totalizando 12 anos de comando sem rédeas de um cavalo desenfreado.
Como bom ouvinte ouço os locais dizerem “queremos mudanças”, me sinto em uma nova “Diretas Já” ou até mesmo nas lindas cenas do impeachment do ex-presidente Collor, fico sabendo a todo momento de novos candidatos que florescem na expectativa de mudar o ato da discórdia política nesse teatro sem diretor. Todos eles dividem o mesmo objetivo, não deixar o pequeno demo voltar ao poder ou cometer os mesmos erros já cometidos outrora quando colocou o descendente nipônico em seu lugar.
Pois eu continuo a torcer, quem sabe a Cei sai ou não sai de vez do papel. Enquanto isso não acontece, continuo abraçado ao meu fiel amigo banco de praça, único que me compreende e sabe de minhas angústias. A existência do Ser Humano se divide em duas etapas a (A VIDA) e (A MORTE).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Independência ou morte do passado


Eu no alto da minha lucidez alcoólica, continuo abraçado com meu amigo banco de praça na espera incessante de ser notado por alguém e me pego a olhar para o coreto e a pensar no como seria bom aqui fosse como nos tempos de outrora.
Me pego a contemplar o passado e ouço ao fundo duas mulheres de meia idade falando sobre o absurdo da política do hoje em dia. Como não sou mandatário da vida pública, como já disse em outros dias agora me coloco a todos a ouvidos para aquelas reclamações. Uma delas dizia a todos os pulmões que não acreditava no que ficara sabendo há pouco. Eu curioso me pus com ouvidos de cachorro a prestar ainda mais aplicação. “Como pode não vai haver desfile no feriado de 7 de setembro, isso é um absurdo” , ainda mais abastada de indignação sua companheira falou com tom de tristeza com os olhos marejados “O pior de tudo é saber que essa tradição farturense pode acabar sendo esquecida”
Eu me revoltei e lembrei do meu tempo de educando, quando fazia parte do corpo estudantil do Monsenhor José Trombi,  naquele tempo o qual o Chronos não era tão rápido como hoje, as baquetas das fanfarras começavam a ser esquentadas meses antes do grande dia da Independência Brasileira, me recordo com saudade do Lair, agora professor no comando da Batuta, Cebolinha animado a afinar seu instrumento entre outros mais que se dedicavam. O mais impressionante eram os atos cívicos, me lembrei com peso da saudade das alvoradas proporcionadas pelas bandas marciais, nunca vou esquecer o asteamento do tão poderoso Pavilhão Nacional, com suas cores vivas e que me faziam viver mais.
Bom sorte que eu tenho a recordação de tudo isso, sorte que eu posso me dizer privilegiado por viver na época do respeito total a Pátria Mãe. Me sinto infeliz e ingrato com pois onde ficaram os versos “ Dos filhos desse solo és mãe gentil pátria amada Brasil”. Bom não sou o melhor conselheiro, mas algo tenho para ser dito a todos afim de por um fim nessa situação pedregosa “Independência ou Morte”.
Espero que meu grito tenha sido ouvido, “Já que e para o bem de todos e felicidade geral da Nação diga ao povo que fico”, fico abraçado com meu único e fiel amigo banco de praça. Se mal lhe pergunte, qual o Dia da Independência no Japão?                    

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Esse é meu legado


No alto da minha lucidez alcoólica, continuo a imaginar como bom seria se tudo fosse diferente e me pego observando as pessoas mudarem de calçada somente para evitar minha presença, minha desprezível presença.
Um dia desses no final da tarde não sei por qual motivo, um desses homens de galardão, que tem berço e também “pedigree”, me viu sentado no meu banquinho e me falou com a voz atrovoada, “Saia que eu quero sentar”. Eu com toda a minha modéstia tentei argumentar, que ali não se tratava somente de um banquinho de praça, mas sim de meu fiel amigo e também meu lar, o único que me cabe nessa  minha vida de vadio. O homem imponente com sua calça com uma ética escrita um nome o qual não consigo pronunciar, pois mal sei falar a língua mãe, continuo a esbravejar e disse com imponência. “Eu sou estudado, sou doutor, tenho dinheiro, legado e também sou um dos mandatários da vida pública da cidade da Fartura. Construí um império e você só tem onde morar devido a mim e os meus antepassados”.
Como não sei mas me levantei cabisbaixo e continuei a pensar e caminhei na direção contrária daquele homem nem me dei ao trabalho de revidar ou discutir, quando pensei que a humilhação havia acabado, ele foi me seguido e continuo a dizer as barbáries que o dinheiro lhe dava direito e falou dos lugares que havia ido, as pessoas que havia conhecido e também as comidas que apreciara durante toda sua vida. Meu peito doeu, mas como sou forte o ignorei mais uma vez. Até o momento em que ele me perguntou o quem eu era e o que eu tinha feito. Respondi sem pestanejar, Prazer Vagabundo de Praça, não tenho estudo mas aprendi a ler, não tenho dinheiro mas também não vivo por ele, meu legado é nada, muito menos construí alguma coisa e sou grato a você e a seus antepassados por me darem onde dormir.
Mas continuei pensando em tudo aquilo e escrevi a seguinte frase em um pedaço de papel que trazia em meu bolso, “O dinheiro compra tudo que um homem quer, mas não dá há ele tudo que precisa”. Está ai meu legado, o qual não se acabará em ruínas no passar do tempo, escrito em um pedaço de papel, que ressurgirá nas mentes das pessoas igual a Fênix das cinzas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quero o comodato do meu banquinho

Eu no alto da minha altivez alcoólica, continuo a observar os transeuntes nas calçadas e também os garis com seu interminável varrer das ruas da minha cidade da Fartura.
Não tendo em que pensar, nem o que filosofar, me lembro que tenho um rádio guardado no meio da minha trouxa de roupa (nossa como está frio nessa quarta-feira), pego o meu rádiomotor e sintonizo na rádio. Já passam das 20 horas e o frio encosta cada vez mais em meus ossos  mas fazer o que, meu abrigo ainda continua sendo o mesmo:  o banco da praça 9 julho. Quando ouço o presidente da Câmara dizendo boa noite, (e como sou solitário, respondo sem pestanejar) começo  a ouvir a sessão camararia.
No decorrer das discussões e apresentações continuo atento a fim de saber o futuro de minha cidade, mas nada do que foi dito me desperta tanto interesse. Me lembrei de uma sessão na qual foi colocada em pauta o comodato de um terreno no distrito industrial para uma grande empresa de transporte de Fartura, e na minha modéstia pensei em pedir o comodato do meu fiel amigo o banco de praça, pois ele me serve como lar já há alguns anos. Minha carta seria mais ou menos assim:  Senhor presidente, venho através dessa missiva solicitar se possível for para meu uso pessoal o banco de praça localizado na Praça 9 de Julho, objeto o qual eu uso como casa, cama e até mesmo como conselheiro. Meus motivos para realizar esse pedido é muito coerente, pois o senhor não sabe o que é ser desabrigado todas as noites de quinta-feira, devido a Feira da Lua, quando sou escorraçado pelo segurança, nas sextas-feira o meu drama também é grande sem contar os sábados e domingos, dia de chuva eu tenho que me deslocar do banco de praça para debaixo da marquise dos bancos. Mas apesar de tudo isso adoro o lugar onde moro. Agradeço a sua compreensão e estimo meus protestos de estima e elevada consideração ASS: Vagabundo de Praça.
Mas me lembrei também que o comodato recebeu pedido de vistas e sumiu, não sei se foi por obra do Rudni ou por bom senso de alguém, mas estou vivendo a minha vida. Algumas pessoas devem estar pensando onde esse cara arrumou um rádio? Onde ele ligou? E como ele sabia escrever essa carta de comodato? A reposta é tão simples, que nem eu sei.     

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Comarca Evolutiva

Eu no alto da minha lucidez alcoólica sentado no fiel banco da praça central, para mim a casa 9 de julho, continuo a observar o andar das pessoas e também as mudanças das estações, em uma procura fútil de respostas para minhas incógnitas populares.
Com um pouco de vontade de esquecer minha vida sofrida, levo à boca mais uma tragada do cancerígeno cigarro, em seguida uma talagada profunda na garrafa de cachaça, com o mesmo prazer com o qual eu beijaria minha amante. Me aconchego no banco e tomado pelo sono viajo em meus pensamento e começo a me lembrar do meu longínquo passado e me vem a figura das figuras de outrora entre elas o já saudoso goleiro do Fartura Esporte Clube, o Choca, do grande zagueiro Trovão entre outros, me lembro ainda das conversas daquele tempo, tempo em que a atual Taguaí, era conhecida como Ribeirópolis.
Me lembro como se fosse hoje, em uma das conversas após o futebol do domingo de manhã, alguém comentando que Fartura se tornaria Comarca, e tudo iria mudar. Recordo da euforia de todos, principalmente dos comerciantes e dos líderes políticos da época, que diziam que nossa cidade iria crescer de maneira exponencial e como a locomotiva nos trilhos, nada a pararia. Eu pensei e a pequena Ribeiropolis, qual será seu destino? Alguém falou com a voz firme: ela será distrito. No outro dia coloquei minha melhor roupa e fui trabalhar com muito ânimo, pois agora eu vivia em uma comarca que iria evoluir muito. Mas ainda tinha comigo como ficaria a pequena Ribeiropolis?
Como o ser humano é prepotente, agora muitos anos depois eu vejo como estávamos errados. Fartura se tornou comarca e evoluiu muito pouco, muito pouco mesmo perto da ex-Ribeiropolis, agora Taguaí, que nos ensina como empregar seus filhos naturais e até mesmo adotivos, com uma administração forte que não se perdeu no tempo. Me arrisco a dizer que até mesmo o cristianismo cresceu de maneira mais firme do que aqui na minha terra.
Porém fazer o que? As coisas são assim. Sinto o frio do meu banco e torço para os pensamentos me abandonarem e começo a adormecer...  matutando, será que escolhemos tão mal nossas lideranças, ou nossas lideranças foram disperças com os acontecimentos evolutivos a nossa volta? Rezo e peço pra Deus que ao acordar esteja de volta aos tempos áureos.                           

terça-feira, 12 de julho de 2011

Herança maldita

Eu no alto da minha lucidez alcoólica sentado no meu querido e fiel amigo banco de praça me pego a admirar as pessoas que passam pelas calçadas desviando uma das outras no ritmo frenético do capitalismo, herança do Tio Sam, que já chegou até mesmo em minha bela Fartura.
Minha memória começa a funcionar de maneira impaciente e me lembro que minha única herança deixada pela sociedade do “Time is money”, meu banco de concreto na praça 9 de julho. Penso mais uma vez e concluo que  poderia ser pior, eu poderia ser herdeiro de uma linda administração pública semi-falida, assim como o descendente nipônico, Paulo Amamura, legado do ex-prefeito Democrata. Quem sou eu para julgar os erros do passado de qualquer pessoa, mas como não estou julgando muito menos estimando, me pego a relembrar das peripécias financeiras do ex Zé.
Com uma enorme vontade de esquecer eu levo à minha boca um gole da água-ardente, mas a lembrança por motivo desconhecido insiste e persiste em ficar, quando me vem à mente fatos corriqueiros da antiga administração, a pouco dada por mim como Herança Maldita do nipo-descendente. Uma delas que bate muito forte em minha cabeça é aquela verba submergida do antigo banco do Banespa, mas como sou péssimo em valores não me recordo dos quantos mil eram, ou do valor da creche escola nunca aprontada, ou até mesmo da Construtora responsável por asfalto farinha, ou de obras interminadas ou até mesmo de rotatórias inúteis e sem falar do vereador elevador. As vezes tenho saudade de Juscelino Kubitschek, pois ele poderia fazer Fartura evoluir 80 anos em oito, nos oito perdidos.
As vezes me sinto herói outras me sinto o carrasco, hoje me sinto diferente de todos, pois eu julguei algumas vezes o atual administrador da linda Fartura, o herdeiro das coisas erradas que agora luta ferrenhamente para exorcizar os fantasma da administração anterior, conseguindo com o pouco que lhe restou, ainda fazer alguma coisa. Não estou tecendo elogios ao chefe do executivo, mas estou mostrando que a herança, o legado é aquilo que nos sobra, podendo nos fortalecer ou fazer perecer, mas como eu sempre digo não sou um mandatário da vida política municipal, todavia sou um expectador... Enquanto isso curto minha herança: o fiel banco de praça. Dica pessoal pense e bata antes de entrar, após entrar sofra as consequências e faça de um tudo para mudá-las a seu favor.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Dor fica para o mês que Vem

Eu no alto da minha altivez alcoólica, sentado no meu gélido banco de praça, o fiel amigo de todas as horas, eu fico a olhar o contínuo sobe e desce de transeuntes a passar nas portas dos bares e a transitar pelos quiosques quando de repente sinto uma forte pontada no peito. Mas eu não ligo, deve ser ação da idade.
Eu vejo a noite caindo e sinto o frio se aproximando. Com a força da friagem aumenta as minhas pontadas no peito. Passei a noite fria com dores e tomei então a decisão de procurar um médico. Como todo pobre eu procurei o único lugar no qual eu posso ter um atendimento médico digno: o Centro de Saúde de Fartura. Quando lá cheguei me deparei com uma fila imensurável, tão grande que no final dela estava escrito “Se você tem mais de 65 anos desista”. Mas sou brasileiro e minha peleja já começou quando nasci. Então entrei na dita e após umas três horas de espera debaixo de sol, fui recepcionado por duas pessoas muito simpáticas. Eu fui logo dizendo qual era o meu problema e das dores que sentia e eles compadecidos com o mal que me afligia disseram “Não há Vagas” somente para o Mês Que Vêm. Como somente para o mês que vem? Será que eu agüento até o mês que vem? Será que mês que vem eu consigo a tal vaga? Não sei mesmo.
Sem ter muito que fazer eu volto para o meu lar, a Praça 9 de Julho, onde fica meu leito, meu aconchego, meu fiel amigo banco de praça. Mas as dores pioram e não sei mais o que fazer, nem onde ir, não tenho remédio.  Me aconchego no banco que, apesar de ser muito frio é o único que me esquenta; quando de repente mais do que de repente meus sentidos começam a se esvair, o sono chega e me acalento nos braços de Morpheu, com um último pensamento aqui se vai o Vagabundo de Praça. Após algumas horas percebo  algo me incomodando, uma claridade muito forte no meu rosto, ao abrir os olhos percebo a chegada de um novo dia. O sol já raiou e ainda estou vivo será que é milagre? Não sei responder somente sei que a dor passou e continuo existindo. Acho que só sobrevivi por que tenho uma vaga marcada para o mês que vem, pois compromisso é compromisso, quem sabe o médico explica o porquê de eu ter sobrevivido.
Eu pensei comigo e com meus botões, não sou tão diferente daqueles que me cercam, todos ficam doentes, todos precisam de ajuda e todos tem que esperar vaga para o mês que vem. São diferentes de todos aqueles que têm um pouco a mais de dinheiro para pagar consultas particulares. Não me lembro onde eu li que todo CIDADÃO TEM DIREITO A ATENDIMENTO DE SAÚDE DIGNO. Deixa pra lá, eu que sou um Vagabundo de Praça vou me preocupar?  Nem os mandatários da vida política farturense se preocupam... Tenho outro objetivo nesse momento: conseguir uma xícara de café para esquentar meu peito que outrora doía. Dica pessoal não tenha dores e se as tiver, não sei o que fazer. O que nos falta não é qualidade médica e sim mais médicos para atender a população. Não sou eu quem diz é o Senso o Bom Senso.                    

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Com o pé em um dos buracos.

Eu no alto da minha lucidez alcoólica, sentado no gélido banco de praça,  meu único e fiel amigo que muitas vezes me serve com leito, continuo a observar a minha bela Fartura e a contemplar suas belezas, pois como diz teu hino “Entre montanhas de um verde sem fim”. Inspirado por esses versos resolvi abandonar meu posto na praça central e caminhar por suas ruas.
Mas se arrependimento matasse. Ai se ele matasse, eu estaria morto e sepultado nesse momento. Só posso dizer que dou graças a Deus por ainda poder usar minhas mãos. Porque meu pé esquerdo esse eu acho que não tem mais concerto, o direito ainda tem alguma mobilidade,  mas escassa. Tu isso porque eu me aventurei a passear pelas ruas do tão Lindo Parque das Flores.  Sabe eu passeava bem naquele momento do outro verso “Quando a tardinha o sol sumindo estrelas no céu cobrem os filhos teus”, e eu já com minha vista bem prejudicada pela idade e também pelo desgastar da bebida, não percebi e acabei  caindo em uma arapuca municipal. Um belo, um lindo e viçoso buraco na avenida das Rosas Sabe... um buraco daqueles de dar inveja em qualquer buraco negro de filme de ficção cientifica. Quando reparei nas condições da rua, imaginei com os meus botões: andei tanto que cheguei na lua. As crateras lunares são idênticas! Se eu ficar quietinho quem sabe até consigo ver São Jorge montado em seu cavalo e o famoso dragão em sua batalha épica e eterna. Quando dei por mim percebi que tudo aquilo era um mero delírio de dor.
Bom não tinha mais nada para eu fazer, então fui manquitolando e saltitando até o outro da rua. Pensei mais uma vez comigo: eu poderia estar distraído, não daí eu morreria atropelado, eu pensei isso aconteceu porque eu escorreguei, na verdade não foi isso. Mas não interessa eu sou apenas um Vagabundo de Praça, agora com um dos membros machucado, alguém igual aqueles buracos que não interessa pra ninguém nem mesmo as autoridades principalmente ao senhor Prefeito que prenunciou em campanha acompanhado pelo ex que daria jeito nos buracos das ruas. Pois é eu tiro chapéu para ele com certeza ele deu jeito nos buracos, que agora são verdadeiras aberturas gigantescas no asfaltamento de Fartura.
Bom sem mais nada pra fazer eu retornei ao meu querido e fiel amigo banco de praça, no qual eu me aconchego e fico deitado apenas padecendo da dor no meu pé esquerdo (Até parece nome de filme), dor causada pela negligência daqueles que tinham que cuidar ao menos das ruas. Dica pessoal, passear pelas ruas de Fartura olhe constantemente para o chão ou leve muletas para poder voltar para casa.     

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fumando no papel da pesquisa


Eu no alto da minha altivez alcoólica sentado no gélido banco da praça central da minha cidade da Fartura, como de costume observo o termômetro do painel giratório da Praça Central, que me acolhe e serve como lar, vejo também o vai e vem das pessoas que entram nos bancos, tão apressadas que tropeçam em seus próprios pés.
De repente me vem uma vontade louca de fumar, bato a mão nos bolsos à procura do meu constante amigo, pacote de fumo, o qual me serve para esquecer minha vida alcoólica, meus erros da cidadania mal vivida. Quando me deparo com o dilema, não tenho papel para enrolar o fumo, algo desvirtuou toda minha vontade de consumir um pouco mais de doenças pulmonares. Desesperado começo a olhar para o chão a procura de algum por mais pequenino que seja pedaço de papel, mas nada a meu redor, porém sou insistente e vou mais longe a procura do tão sonhado papelzinho. Pois também sou filho de Deus e mereço dar minha fumadinha.
Quando vejo uma pessoa, que passa ao meu lado e me ignora, nada fora da normalidade, quando percebo que ele ao rir tinha em suas mãos um pedaço de papel. Naquele momento meu maior sonho de consumo, pois a vontade de fumar meu cigarrinho era muito maior do que eu. Então o sorridente homem amassou o papel e jogou no chão, então mais rápido possível eu o peguei. Mas a curiosidade me tomou de assalto e eu precisa ver o que tinha de tão cômico registrado naquele impresso, quando vi, ai meu Deus, minha primeira vontade não foi de rir, mas sim de chorar. Uma vontade tão grande, que até pensei duas vezes em fazer, pois eu como Vagabundo de Praça, não tenho em quem me alentar.
O tão desejado papel que me serviria para envolver meu fumo trazia em seu conteúdo o dizer Moacir Domingues Filho (Juninho) o vereador mais atuante de Fartura, deixando para trás até mesmo seus companheiros de bancada da “situasim” (situação). Então parei e pensei profundamente mais uma vez com minha memória atual e me indagai. Como pode um representante do legislativo, um edil que nunca se quer abriu a boca durante as sessões de Câmara e nem fez nada para a população, pode ser o mais atuante? Atuante? Como assim atuante? Desde quando o figurante recebe o Oscar de melhora ator? Agora sei o porquê aquele homem ria. Seria cômico se não fosse trágico. Sem pestanejar peguei o papel e enrolei o fumo que estava no saquinho e queimei e traguei com tanto gosto que meu peito parecia que ia explodir e repentinamente comecei a rir e me dei conta do prazer que aquele desgostoso papel estava me dando, e como foi bom, pelo menos serviu para dar prazer de alguma forma para alguém.
Mas fazer o que eu sou apenas um vadio sentado no banco da praça, meu único e fiel amigo, na procura de respostas para coisas mais simples da vida uma delas é a “A senhora pesquisa”. Sou Vagabundo de Praça e não Idiota de Praça. Uma dica para ser bem sucedido na vida, basta ser mudo e ter um parente influenciável de preferência ex-prefeito.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Recordações\ Dança das Cadeiras

Eu no alto da minha altivez alcoólica sentado no gélido banco da praça central da minha cidade quem em seus tempos áureos recebia o glorioso nome de Fartura, costumo observar a vivência das pessoas, os cães a passear, os carros que se acumulam as minhas redondezas e até mesmo as discussões políticas de boca em boca entre cidadãos.
Nessa carreira de vadio, porém observista eu ouço as pessoas comentarem sobre o amanhã político de meu município, e diretamente de minha memória atual voltou à fatídica campanha para prefeito e vereadores, na qual três candidatos prefeitáveis. Recordei-me então do pequeno Napoleão Republicano, anteriormente direitista agora esquerdista fanático, que esbraveja em cima do palanque na tentativa inerte de acordar o povo quanto tudo de errado na gestão anterior do então declarado Democrata (Demo), o qual desfrutou oito anos da cargo mais alto da cidade e jurou fidelidade a seu candidato, o descendente nipônico ingrato, dono de uma diferença de 36 votos, ficando assim com a cadeira tão disputada, desaninhando o velho Tucano mais uma vez na disputa perdida, porém de bico erguido.
Hoje vejo a história se repetir com uma fútil Dança das Cadeiras na qual “oposinão” (Oposição) luta pelo não e a situacim (Situação) pelo sim. Qual a diferença entre nove e onze, não sei explicar somente ouço a população falar que mais prejudica e mais favorece, outros falando menos favorece e menos prejudica. Só sei dizer que quem choca seus mandatos nas cadeiras do legislativo quer ver sua cria saudável. No ano que vem, (Ano POLÍTICO) quem procura seu ninho vai com sede ao pote, sendo ele de outra pessoa ou sendo até mesmo desvirginado por si próprio. Mas se essa mudança prejudicará ou se ela beneficiará só a experiência poderá afirmar.
Bom então me despeço e continuo abraçado com meu gélido fiel amigo, na busca de entender algo visto além de minha altivez alcoólica.
Eu não falhei 3.598.749 vezes. Apenas descobri várias maneiras de não se fazer uma Lâmpada (Thomas Edson).