segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SER HUMANO OU SER KADAFF?

Eu continuo a me perguntar o que leva o ser humano há ser humano. São coisas que somente o alto da minha sobriedade alcoólica consegue responder, continuo sentado no mesmo banco de praça com a mesma identidade e continua a passagem dos transeuntes em frente aos bancos.
Quando me lembrei que não sou um Zé da Barranca, nem mesmo um professor que escreve uma coluna para um jornal, me toquei que sou apenas mais um entre muitos tentando fazer a diferença. Mas os anos já cobram do meu corpo, me sinto debilitado, talvez tudo seria diferente se eu fosse rico ou se tivesse posse, ou se até mesmo tivesse herança, nome ou um pistolão para me promover a alguém, porém impossível de ser feito, pois Fartura é como a Líbia. Exagerado o Vagabundo de Praça! Não com certeza não sou, porque se você pensar tudo corre para o mesmo caminho.
Imagine comigo o Kadaff ficou muitos e muitos anos no poder, sei lá quanto tempo, acho que foram 32 anos. Em Fartura a história ameaça se repetir com o pequeno Democrata (Demo) de estatura menor que um alfinete e tão pequenino em respeito, o qual já foi mandatário da vida pública farturense por oito anos e mais quatro de tabela, totalizando 12 anos de comando sem rédeas de um cavalo desenfreado.
Como bom ouvinte ouço os locais dizerem “queremos mudanças”, me sinto em uma nova “Diretas Já” ou até mesmo nas lindas cenas do impeachment do ex-presidente Collor, fico sabendo a todo momento de novos candidatos que florescem na expectativa de mudar o ato da discórdia política nesse teatro sem diretor. Todos eles dividem o mesmo objetivo, não deixar o pequeno demo voltar ao poder ou cometer os mesmos erros já cometidos outrora quando colocou o descendente nipônico em seu lugar.
Pois eu continuo a torcer, quem sabe a Cei sai ou não sai de vez do papel. Enquanto isso não acontece, continuo abraçado ao meu fiel amigo banco de praça, único que me compreende e sabe de minhas angústias. A existência do Ser Humano se divide em duas etapas a (A VIDA) e (A MORTE).

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