terça-feira, 6 de setembro de 2011

Independência ou morte do passado


Eu no alto da minha lucidez alcoólica, continuo abraçado com meu amigo banco de praça na espera incessante de ser notado por alguém e me pego a olhar para o coreto e a pensar no como seria bom aqui fosse como nos tempos de outrora.
Me pego a contemplar o passado e ouço ao fundo duas mulheres de meia idade falando sobre o absurdo da política do hoje em dia. Como não sou mandatário da vida pública, como já disse em outros dias agora me coloco a todos a ouvidos para aquelas reclamações. Uma delas dizia a todos os pulmões que não acreditava no que ficara sabendo há pouco. Eu curioso me pus com ouvidos de cachorro a prestar ainda mais aplicação. “Como pode não vai haver desfile no feriado de 7 de setembro, isso é um absurdo” , ainda mais abastada de indignação sua companheira falou com tom de tristeza com os olhos marejados “O pior de tudo é saber que essa tradição farturense pode acabar sendo esquecida”
Eu me revoltei e lembrei do meu tempo de educando, quando fazia parte do corpo estudantil do Monsenhor José Trombi,  naquele tempo o qual o Chronos não era tão rápido como hoje, as baquetas das fanfarras começavam a ser esquentadas meses antes do grande dia da Independência Brasileira, me recordo com saudade do Lair, agora professor no comando da Batuta, Cebolinha animado a afinar seu instrumento entre outros mais que se dedicavam. O mais impressionante eram os atos cívicos, me lembrei com peso da saudade das alvoradas proporcionadas pelas bandas marciais, nunca vou esquecer o asteamento do tão poderoso Pavilhão Nacional, com suas cores vivas e que me faziam viver mais.
Bom sorte que eu tenho a recordação de tudo isso, sorte que eu posso me dizer privilegiado por viver na época do respeito total a Pátria Mãe. Me sinto infeliz e ingrato com pois onde ficaram os versos “ Dos filhos desse solo és mãe gentil pátria amada Brasil”. Bom não sou o melhor conselheiro, mas algo tenho para ser dito a todos afim de por um fim nessa situação pedregosa “Independência ou Morte”.
Espero que meu grito tenha sido ouvido, “Já que e para o bem de todos e felicidade geral da Nação diga ao povo que fico”, fico abraçado com meu único e fiel amigo banco de praça. Se mal lhe pergunte, qual o Dia da Independência no Japão?