Eu no alto da minha altivez alcoólica sentado no gélido banco da praça central da minha cidade quem em seus tempos áureos recebia o glorioso nome de Fartura, costumo observar a vivência das pessoas, os cães a passear, os carros que se acumulam as minhas redondezas e até mesmo as discussões políticas de boca em boca entre cidadãos.
Nessa carreira de vadio, porém observista eu ouço as pessoas comentarem sobre o amanhã político de meu município, e diretamente de minha memória atual voltou à fatídica campanha para prefeito e vereadores, na qual três candidatos prefeitáveis. Recordei-me então do pequeno Napoleão Republicano, anteriormente direitista agora esquerdista fanático, que esbraveja em cima do palanque na tentativa inerte de acordar o povo quanto tudo de errado na gestão anterior do então declarado Democrata (Demo), o qual desfrutou oito anos da cargo mais alto da cidade e jurou fidelidade a seu candidato, o descendente nipônico ingrato, dono de uma diferença de 36 votos, ficando assim com a cadeira tão disputada, desaninhando o velho Tucano mais uma vez na disputa perdida, porém de bico erguido.
Hoje vejo a história se repetir com uma fútil Dança das Cadeiras na qual “oposinão” (Oposição) luta pelo não e a situacim (Situação) pelo sim. Qual a diferença entre nove e onze, não sei explicar somente ouço a população falar que mais prejudica e mais favorece, outros falando menos favorece e menos prejudica. Só sei dizer que quem choca seus mandatos nas cadeiras do legislativo quer ver sua cria saudável. No ano que vem, (Ano POLÍTICO) quem procura seu ninho vai com sede ao pote, sendo ele de outra pessoa ou sendo até mesmo desvirginado por si próprio. Mas se essa mudança prejudicará ou se ela beneficiará só a experiência poderá afirmar.
Bom então me despeço e continuo abraçado com meu gélido fiel amigo, na busca de entender algo visto além de minha altivez alcoólica.
Eu não falhei 3.598.749 vezes. Apenas descobri várias maneiras de não se fazer uma Lâmpada (Thomas Edson).
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